25.5.13

"mimimi eu amo livros". será?

recentemente eu adentrei o mundo das discussões a respeito de livros. existem vários grupos no facebook com esse propósito. a maioria tem (muitos) adolescentes de 13 a 15 anos de idade. em pouco tempo, pude detectar algumas coisas em vários deles: 1) a clara predileção por livros ~da moda~ (e esse não é nem o problema, com 14 anos eu também só lia o que era ~cool~); 2) uma espécie de desprezo por livros malcuidados, usados e de bolso.

por favor, se você se encaixa em algum dos aspectos do item dois: pare. apenas pare. é feio.

é muito feio pra alguém que diz gostar de leitura ser obcecado por livros novinhos, como se tivessem saído das prateleiras naquele instante. não quero forçar ninguém a gostar de livros usados ou de bolso, mas é uma coisa pra se repensar. o que vale são as linhas escritas e o que você absorve delas, não a aparência da capa. um livro não precisa estar extremamente novo pra ser lido. as prateleiras não precisam estar meticulosamente arrumada por ordem de tamanho ou alfabética pra ter valor. bater o pé e dizer que não gosta de livros de bolso ou usados e se puder não lê é rejeitar alguém baseado na aparência. e não é justamente isso que tantos dos nossos leitores assíduos repudiam?

2.4.13

the importance of being idle

pra combinar com esse clima de eu-não-tô-fazendo-nada-e-você-também típico de calouro de federal esperando as aulas começarem.

9.2.13

[resenha] desejo de reparação

Com quatro anos de atraso (vi Desejo e Reparação, que tem o lindo e excelente James McAvoy e Keira Knightley no elenco, no carnaval de 2009), li Reparação, de Ian McEwan. O pacote chegou ontem, junto com A Revolução dos Bichos, Mar Morto (já li. Lindo) e uma coletânea de textos de Vinicius de Moraes, que dei a meu pai. Escolhi Reparação porque foi o livro que motivou a compra, os outros eu peguei para aproveitar o preço na Estante Virtual (estou cumprindo o item 5 da minha lista, tá vendo?. E cumpri 1/3 da resolução 2.).

Bem, se o livro chegou ontem, sexta 08/02, e eu já estou escrevendo sobre ele, significa que... Exato, caro leitor. Eu li um livro de 444 páginas em menos de 48 horas. Eu largo muita leitura no meio, e posso levar até meses pra ler um livro de, sei lá, 300 páginas. Mas se eu leio um rápido assim, é porque eu gostei, de verdade. O último que eu devorei assim foi A Época da Inocência, um mês atrás.

Eu não sou muito boa em fazer sinopse, então aqui está uma.

A escrita de Ian McEwan é densa, mas não é difícil. Fluiu muito fácil para mim. Os diversos pontos de vista sobre um mesmo acontecimento não me incomodaram: na verdade, eu ficava curiosa para ver o que o próximo personagem tinha a dizer. E eu sentia muito, muito ódio de Briony, principalmente nas primeira e segunda partes [o livro é dividido em três partes e tem um epílogo]. A partir da terceira parte, ficou difícil para mim sentir ódio da menina. O sentimento "certo" é pena. O arrependimento e a culpa consomem sua vida e não há muito a ser feito.

O filme é bom, e, pelo que eu me lembro (vi duas vezes), é bem adaptado. Mas não recomendo assisti-lo antes, e não é por motivos puristas como "o livro é sempre melhor que o filme": como eu já sabia tudo o que ia acontecer, senti [spoiler] muito mais raiva de Briony e dos que permitiram a acusação injusta de Robbie, apesar de conhecerem a verdade: Lola e Marshall. Senti muito mais vontade de entrar nas páginas do livro e mudar tudo. Senti vontade de reparar o que Briony não pôde.

"No tempo de Cambrigde, um passava pelo outro na rua. Tantos livros, tantos casais felizes ou trágicos sobre os quais jamais haviam conversado! Tristão e Isolda, o duque Orsino e Olívia (e Malvolio também), Tróilo e Créssida, o sr. Knightley e Emma, Vênus e Adônis. Turner e Tallis." (Página 245)

29.1.13

take me out tonight...

'cause i want to see the people and i want to see the lights.

eu não sei bem o que escrever.queria dizer que eu fiquei um pouco consternada com o que aconteceu em santa maria. queria dizer que tentei imaginar a dor de cada família, de cada amigo, e foi difícil. foi difícil porque eles só queriam se divertir. também queria dizer que ninguém é imune às tragédias. dizer "ainda bem que não vou em balada" não vai mudar o fato de que alguns gostavam e decidiram ir numa festa, na boate kiss, na noite de 26 de janeiro. foram e não voltaram.

não é triste?

eu só queria tentar dizer algo sobre o que aconteceu. só queria esboçar uma reação. conheço gente que diria "ah, patrícia, você está sendo idiota por escrever esse texto, nem conhecia ninguém lá". você, que pensa assim... que tal procurar o que te resta de humanidade? não digo que é necessário vestir preto por todos que morrem todos os dias, mas talvez respeitar já seja um bom começo.

but then a strange feeling gripped me and i just couldn't ask.

11.1.13

resoluções para 2013

com 11 dias de atraso. mas tá valendo, o ano só começa depois do carnaval. ou não.

- cumprir minhas resoluções de 2009, o último ano que eu fiz resoluções...
- "passar na porra do vestibular" (RUSSO, renato)
- não ter um ano "DOIS MIL E CRAZY" (BIAL, pedro) [péssima piada, eu sei. reclamem com o bial]
- ler os livros que estão na minha estante, mas que eu nunca li
- comprar mais livros
- comprar apenas livros que eu realmente vá ler
- comprar cds
- completar minha discografia do oasis <3 e do arctic monkeys

e por último, não menos importante:

- deixar de ser aloka dos cds e dos livros.

money is the anthem of success

"so, before we go out, what's your adress?"

estou tentando há algum tempo escrever algo sobre a letra de national anthem, de lana del rey. como estou falhando miseravelmente, deixo o link para o vídeo.


entenda como quiser.

eu entendo como crítica. e das boas.

"dark and lonely, i need somebody to hold me"

25.12.12

All I want for Christmas is... what?

Me lembro de quando o natal era uma data realmente especial. No dia 24, acordava e ia ler minha Bíblia Infantil, enquanto minha mãe preparava alguma coisa para a ceia, que geralmente era na casa da minha tia, ou do meu avô.

Eu não sei quando foi que o Natal deixou de ser uma data especial para mim. Provavelmente quando eu comecei questionar religião e seus dogmas. Ou talvez foi quando aconteceu de não ter festa e eu ter ficado em casa com meus pais, vendo Heroes e comendo sanduíche de frango defumado. As mortes do meu avô e do meu tio, no ano passado, devem ter reforçado isso de alguma forma.

Sei dizer pra você que esse ano eu quase não percebi o Natal chegar. Não sei se eu ainda estar indo pra escola ajudou nisso, talvez.

A ceia ontem foi ótima, ri muito com o o tio que disse que o Chico Buarque era um tarado e com o primo que disse que a primeira pessoa a sofrer bullying no Brasil foi a Geni, mas a festa não tinha o significado de antes. Não sei explicar.

Talvez crescer seja isso. Ou não.