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29.1.13

take me out tonight...

'cause i want to see the people and i want to see the lights.

eu não sei bem o que escrever.queria dizer que eu fiquei um pouco consternada com o que aconteceu em santa maria. queria dizer que tentei imaginar a dor de cada família, de cada amigo, e foi difícil. foi difícil porque eles só queriam se divertir. também queria dizer que ninguém é imune às tragédias. dizer "ainda bem que não vou em balada" não vai mudar o fato de que alguns gostavam e decidiram ir numa festa, na boate kiss, na noite de 26 de janeiro. foram e não voltaram.

não é triste?

eu só queria tentar dizer algo sobre o que aconteceu. só queria esboçar uma reação. conheço gente que diria "ah, patrícia, você está sendo idiota por escrever esse texto, nem conhecia ninguém lá". você, que pensa assim... que tal procurar o que te resta de humanidade? não digo que é necessário vestir preto por todos que morrem todos os dias, mas talvez respeitar já seja um bom começo.

but then a strange feeling gripped me and i just couldn't ask.

27.11.12

Do semáforo quebrado

Estava voltando para casa, à pé, como de costume. Parei para esperar o semáforo, que está com o visor de pedestres quebrados (ALOW SMTT!!). Uma senhora, que estava com a filha, comentou comigo o absurdo  daquilo.

Atravessei a rua e já estava pronta pra me despedir de minha companheira de indignação quando ela me perguntou se eu sabia onde era o Colégio Alfa. Me limitei a explicar que achava que a escola já não existia, mas que o prédio era próximo ao final da avenida. Ela queria saber porque o colégio estadual da filha, que em 2013 começa o Ensino Médio, ia mudar para lá.

Ela começou a perguntar sobre mim. Comentou que meu colégio era caro, perguntou minha série, o que eu queria estudar na universidade. Também disse que o colégio era caro, mas pelo menos não tinha greve e paralização, a estrutura era boa, tinha aula de tudo.

A filha, segundo a própria mãe, não era ninguém para a família, mas que ela havia de tornar a filha dela alguém melhor na vida. Sugeri que a menina fizesse a prova de ingresso no IFBA para o Ensino Médio Integrado. E então nos despedimos. Ela perguntou meu nome e disse que não ia esquecer, porque na rua dela tinha uma pessoa que se chamava Patrícia também.

Descobri, quando cheguei em casa, que as inscrições do IFBA já tinham sido encerradas.

Espero que, independente da prova ou não, essa menina possa se tornar alguém na vida, como a mãe tanto quer.